Perícia para acordos: construir números que destravam conciliações

Perícia para acordos: construir números que destravam conciliações

A maior parte das ações não termina em sentença, mas em acordo. No entanto, muitas negociações travam porque as partes não confiam nos números apresentados. Sem parâmetros claros, cada lado defende valores distantes da realidade, e a conciliação se torna inviável. A perícia, quando bem utilizada, pode ser o elo que transforma disputa em solução.
Por que os acordos travam
Valores inflados ou subestimados que afastam as partes.

Falta de clareza sobre verbas devidas e seus reflexos.

Ausência de critérios técnicos que dêem credibilidade ao cálculo.

O papel da perícia conciliadora
A prova técnica pode servir de ponte quando é apresentada com clareza e auditabilidade. Ao oferecer memória transparente, cenários alternativos e premissas verificáveis, a perícia transforma o debate em algo objetivo. As partes deixam de discutir “se” há débito e passam a negociar “quanto” é razoável.
Estratégias que funcionam
-Cenários comparativos: valores mínimo, provável e máximo.

-Premissas abertas: explicitar como cada interpretação jurídica altera os resultados.

-Intervalos de negociação: mostrar faixas razoáveis em vez de números absolutos.

-Relatórios executivos: documentos resumidos, fáceis de explicar em audiência.

Resultados práticos
Na experiência da Laranja & Marranghello, a perícia estruturada como ferramenta de consenso gera:
-Acordos mais rápidos, com menos desgaste;

-Redução de incertezas, já que os números são verificáveis;

-Maior segurança para o cliente, que entende o alcance de cada cláusula.

📌 Conclusão
A perícia não é apenas um instrumento de confronto, mas também de mediação. Quando tratada como ponte, permite construir acordos sólidos, previsíveis e duradouros. Números bem explicados não dividem: aproximam.